No 7º dia de expedição começava o percurso de Cusco rumo à cidade perdida dos Incas – Machu Picchu. Mas bem antes de chegarmos a ela, no caminho, visitamos outras ruínas importantes dessa antiga civilização e também um vale mais do que sagrado, tamanha beleza.
Ainda em Cusco, compramos um boleto turístico para passear pelas ruínas que existem na saída da cidade, no sentido de Pisaq, no Valle Sagrado. Ao todo são quatro, mas uma delas (Pukapukara) ficou de fora, porque a localização era contrária à rota das demais, e ela não nos permitiria passar por Pisaq, que estava nos planos desde o início. Decidimos, então, ganhar na quantidade e visitar Saqsaywaman, Qenqo e Tambomachay.
A primeira - Saqsaywaman - foi a de maior encanto e admiração. Contratamos uma guia no próprio local, que nos explicou, com muita simpatia, como aquelas pedras gigantes (algumas com quase 100 toneladas) foram parar lá e por qual motivo.
Ficamos impressionados em saber que toda aquela arquitetura de pedras, construída para agradecer e rezar ao Deus Sol, foi milimetricamente moldada pela força e sabedoria daquele povo, sem ajuda nenhuma de tecnologia, em pleno século XV. Deu para entender, com isso, o quanto a cultura inca está fortemente ligada à religião, tamanho foi o tempo e a dedicação para construir o templo de Saqsaywaman! Os encaixes perfeitos das pedras e a vista que se tem de lá da cidade de Cusco também valem a visita!
Por lá soubemos, ainda, de outras informações curiosas:
- inicialmente o mapa de Cusco tinha o formato de um puma e Saqsaywaman está localizada onde seria a cabeça do animal;
- as pedras maiores e da base das ruínas eram encaixadas em sua maioria sem o auxílio de qualquer tipo de "argamassa" ou argila;
- usava-se água para ajudar a moldar as pedras;
- as pedras eram carregadas em cima de uma estrutura de bolas (também de pedra) para facilitar o transporte delas.
Tambomachay também era um templo, mas por outro lado, voltado para o culto à água. Entre as ruínas há um canal escondido que deságua em uma banheira de pedra. Como se não bastasse a perfeição das construções, os incas impressionaram ainda mais ao juntar água corrente a toda essa maestria.
Depois de conhecer esses sítios arqueológicos percebemos que a visita a Machu Picchu seria algo muito grandioso. Faltavam dois dias.
O Valle - Seguindo viagem, optamos por desfrutar o dia contemplando as montanhas e as cidades do Valle Sagrado. Além das várias paradas nos mirantes da belíssima estrada, fizemos um apetitoso e custoso (no sentido real da palavra) pit stop em Pisaq. A pequena cidade nos encantou já de longe quando a avistamos pela rodovia cercada por montanhas gigantes iluminadas pelo sol, que já estava a pino.
Essa parada não podia ter dado em outra: partimos atrasados. O plano era acampar e pernoitar em Ollantaytambo (outra cidade charmosa do vale e com ruínas para apreciar), mas pela previsão do GPS não chegaríamos antes de o sol se por. Foi então que descobrimos que, meio fora do caminho, tinha um lago... com um camping! Tínhamos levado essa - e outras muitas - geolocalização que encontramos em pesquisas feitas na internet.
Mas será que acharíamos mesmo o lugar? Senão, teríamos que voltar tudo e chegar ainda mais tarde no último destino do dia. Depois de cerca de meia hora apreensivos, seguindo no sentido oposto da nossa rota, encontramos o camping, com apenas uma estrada de terra e o lago Huaypo para nos fazer companhia. Perfeito!
Chegamos com o restinho de luz suficiente para montarmos acampamento e reconhecermos o ambiente. Preparamos o jantar e fomos descansar. No dia seguinte, o café da manhã foi praticamente de hotel. Abrimos nossas caixas de mantimentos e tiramos tudo pra fora pra comemorar o primeiro café da manhã de acampamento da viagem (com vista para o lago!). O café caprichado foi tão bom que em todos os outros desayunos fizemos questão de arrumar a mesa e aproveitar a vista que de costume tínhamos.
O camping nos proporcionou também a primeira experiência “aventura no frio”. Tivemos que lavar as vasilhas e escovar os dentes com a água gelada do lago; acampar a cerca de 8 graus; e usar o banheiro, sem existir banheiro. Humm... Se faríamos isso de novo? Por isso e por tudo que veio depois, diríamos que sim!
Veja mais fotos em nossa página no Facebook!











Faria de novo 1000 vezes ! Experiência compensadora! Esse lago foi incrível! E só quem se aventurou sentiu na pele o frio e conheceu realmente a magia do vale sagrado!
ResponderExcluirQue legal, gente! Dá uma vontade enorme de ir até lá conhecer tudo!
ResponderExcluir